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20/11/2016

Café Filosófico apresenta edição especial sobre o Movimento Feminista Negro no Brasil

Com curadoria de Margareth Rago, o programa vai ao ar neste domingo (20/11), Dia da Consciência Negra, às 22h, na TV Cultura
Nubia Regina Moreira
CPFL
Nubia Regina Moreira

No Dia da Consciência Negra, domingo (20/11), o Café Filosófico apresenta uma edição especial em que aborda o Movimento Feminista Negro no Brasil. Quem palestra sobre o tema é a socióloga e professora da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) Nubia Regina Moreira. O programa vai ao ar às 22h, na TV Cultura.

A enorme expansão dos feminismos branco, negro, indígena e comunitário constitui um fenômeno da atualidade que chama a atenção e pede explicações. Embora se trate de um movimento nascido no século XIX, há uma grande explosão em décadas recentes, atestando mutações e deslocamentos em sua constituição e modos de atuação.

Ainda assim, durante muito tempo as mulheres não tinham o direito à vida pública, não desfrutavam do livre acesso aos negócios e aos cargos de direção, na cultura, na política ou na educação. Além de serem consideradas incapazes de se autogovernarem, devendo submeter-se à autoridade masculina, eram também excluídas do direito ao corpo e à sexualidade, sob pena de serem olhadas como anormais.

Para além de toda esta situação, existia um preconceito muito recorrente contra mulheres negras. Por isso, o processo de construção do feminismo negro no Brasil surge como uma possibilidade de organização das lutas destas mulheres que se desenrolam desde o final dos anos 1970 até os dias atuais, assim como relata a socióloga Nubia Regina Moreira ao dizer que o feminismo a formata na condição de mulher negra.