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26/03/2017

Repórter Eco mostra a popularização dos orgânicos e a arte das bordadeiras de Osasco

O programa, que também traz uma matéria sobre águas vivas, vai ao ar no domingo (26/3), às 17h30, na TV Cultura
Márcia Bongiovanni - Repórter Eco
Foto Jair Magri
Márcia Bongiovanni - Repórter Eco

O Repórter Eco do próximo domingo (26/3) destaca o trabalho feito por bordadeiras que transformam lembranças da infância em arte e renda. O programa da TV Cultura também apresenta mais duas reportagens, uma sobre águas vivas, e outra que enfoca orgânicos que agora chegam aos moradores da periferia de São Paulo. A edição vai ao ar às 17h30, com apresentação de Márcia Bongiovanni.

As bordadeiras do Jardim Conceição, em Osasco, na Grande São Paulo desenvolvem um trabalho feito à mão, com olhar sofisticado e de natureza social. Elas se uniram para criar uma associação que transforma lembranças da infância em arte e renda para as famílias. São mulheres de lugares distintos e distantes, com histórias de vida bem diferentes, mas que têm um grande encontro predestinado, movido por uma inspiração em comum: o bordado à mão.

Filha de bordadeira no Ceará, Sonia Leal só aprendeu o ponto que tanto queria no curso que fez em Osasco, onde também encontrou mulheres da comunidade com vontade de independência. Juntas, elas buscaram capacitação, se organizaram e criaram a Associação Bordadeiras do Jardim Conceição.

Na prateleira, os carretéis reservam uma aquarela de linhas que ganha vida no entre e sai da agulha pelo tecido. Espécies da flora e da fauna brasileira e até algumas exóticas decoram o algodão branco que as bordadeiras costumam usar. A coleção inspirada na natureza nasceu nos quintais da infância de algumas delas: pássaros, flores e árvores, um pequeno mosaico da natureza .

Ainda nesta edição, o programa apresenta uma reportagem sobre as águas vivas, que são exímias nadadoras, donas de uma diversidade impressionante de tamanhos, formatos e detalhes coloridos. Em algumas, os tentáculos lembram pequenas cortinas feitas com miçangas.

As águas vivas pertencem a um dos grupos de animais mais antigos do planeta e podem nos ajudar a compreender o processo de evolução. Antonio Carlos Marques é biólogo e professor do Departamento de Zoologia do instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Ele coordenou um trabalho científico com pesquisadores de alguns países para organizar todo o conhecimento que se tem sobre as águas vivas nos dois oceanos que contornam a América do Sul. O estudo, publicado em 2016, contabilizou cerca de 950 espécies na área estudada e deve servir de base para novas pesquisas.


Por fim, o Repórter Eco mostra uma matéria sobre orgânicos que começam a chegar à mesa dos moradores da periferia de São Paulo, com reportagem de Rodrigo Piscitelli. A iniciativa é da Ong Casa Ecoativa, que aproxima o consumidor do produtor. Os alimentos ficam mais em conta, sem perder qualidade.

Nas margens da Represa Billings, um pedaço preservado de Mata Atlântica abriga animais silvestres e aves como as garças. A Ilha do Bororé - o bairro no extremo sul de São Paulo tem nome de ilha, mas é uma península, um braço da Represa Billings. A iniciativa nasceu da parceria entre os donos de um sítio e a casa ecoativa, um projeto cultural e de agroecologia criado por moradores da área. No sítio, pequenas hortas cultivadas revelam uma variedade de espécies: milho, gengibre e açafrão da terra dividem o mesmo canteiro. É o chamado plantio consorciado. Tem ainda uma diversidade de verduras, legumes e temperos como o manjericão, tudo sem agrotóxicos. É só colher, lavar e comer. As plantações ocupam um terço dos 150 mil metros quadrados do sítio - o restante é área de preservação ambiental . Os produtos abastecem várias regiões da capital paulista e vão parar nas mesas de restaurantes renomados, e agora conquistaram um novo público, a própria comunidade da região.