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17/01/2017

Aracy Balabanian é a Persona Em Foco desta terça-feira (17/1)

Com depoimentos de Beatriz Segall, Tony Ramos, Luiz Gustavo e Paulo Hesse, o programa é exibido às 23h30, na TV Cultura
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São Paulo, 16 de janeiro de 2017 – Nesta semana, Aracy Balabanian é homenageada no Persona Em Foco, programa da TV Cultura que resgata a história de atores, diretores e autores que solidificaram os pilares das artes cênicas no Brasil. Apresentada por Atílio Bari, a edição vai ao ar nesta terça-feira (17/1), às 23h30.

Aracy Balabanian, em 53 anos de carreira e cerca de 70 trabalhos realizados, interpretou papéis emblemáticos que entraram para a história do teatro, televisão e cinema brasileiros. Suas histórias são contadas ao lado dos entrevistadores desta edição, o ator Renato Kramer e a crítica Elvira Gentil.

Ao longo da atração, a atriz lembra que seus pais, armênios, vieram para o Brasil fugindo do genocídio promovido pelo então Império Turco-Otomano. Nascida em Campo Grande (MS), ela revela que seu maior sonho na infância era ser um anjinho para coroar Nossa Senhora: “mas a professora de catecismo dizia que eu não podia ser anjinho, porque tinha cara de turca”.

O início de carreira aconteceu em São Paulo. Ela conta que, quando se mudou para a capital paulista, foi estudar no colégio Bandeirantes, onde conheceu Augusto Boal. Ele a indicou para um teste, que resultou em sua estreia como atriz em Almanjarra. Aos 18 anos, começou a cursar a Escola de Arte Dramática de São Paulo (EAD) e a Faculdade de Ciências Sociais da USP. No entanto, abandonou a última no terceiro ano, o que gerou a desaprovação de seu pai, Rafael.

Aracy se recorda dos sucessos no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), entre eles Os ossos do Barão e Veredas da Salvação. Em contrapartida, também fala dos fracassos e lembra do único que vivenciou – a peça Júlio Cesar, dirigida por Antunes Filho. “O fracasso faz parte da vida”, comenta.

Com uma carreira na televisão pautada pelo sucesso, Balabanian ressalta a importância da novela Antônio Maria, na TV Tupi. “Essa novela teve grande importância na minha vida, porque conquistou meu pai. Ele levava bolos de fotos para eu autografar e saia distribuindo dizendo ‘você sabe de quem eu sou pai?’. Foi durante essa novela que meu pai morreu”.

Da trajetória na TV Globo, Aracy conta diversas passagens. Dentre elas, como construiu a personagem dona Armênia, na novela Rainha da Sucata. “Eu aprendi a escrever e a falar armênio com meus pais. E sabia porque eles trocavam o masculino pelo feminino”.

Entre amigos e profissionais que dão seus depoimentos no programa estão Beatriz Segall, Tony Ramos, Luiz Gustavo e Paulo Hesse.