GOG é o convidado da segunda edição do novo Manos e Minas
O programa ainda traz matérias sobre o grupo Clarianas e a Orquestra Furiosa do Auditório, além de contar com a poesia de Mel Duarte. Inédita, a atração vai ao ar neste sábado (2/7), às 19h, na TV Cultura
Neste sábado (2/7), às 19h, a TV Cultura leva ao ar a segunda edição da nova fase do Manos e Minas. Agora apresentado pela atriz-MC Roberta Estrela D’Alva e totalmente reformulado, o programa recebe um dos maiores poetas do rap nacional, Genival Oliveira Gonçalves, o GOG.
Com mais de 30 anos de estrada, a história de GOG é entrelaçada à história do hip hop no Brasil. Por isso, na edição deste sábado, o rapper relembra o surgimento desta cultura no País, quebrando o mito de que ela nasceu na São Bento ao retomar casos em outras cidades, como em Brasília, sua terra natal, que datam deste mesmo período.
Primeiro cantor do rap nacional a abrir seu próprio selo, Gê Ó Gê é um dos principais defensores da produção independente no hip hop, influenciando e apoiando gerações de artistas. Na conversa com a apresentadora, ele opina sobre o cenário atual do rap e revela o que ainda o surpreende. O rapper, reconhecido pela consciência política de suas canções, também fala sobre o posicionamento da sociedade brasileira diante de injustiças sociais.
Dando sequência à inovadora proposta de adicionar poesia em seus blocos, o Manos e Minas também recebe a poeta e ativista Mel Duarte. Outro convidado é o DJ Fabinho, de Itaquera, finalista da batalha de DJs Soco na Gangrena.
O programa apresenta ainda o trabalho da Orquestra Furiosa do Auditório em reportagem inédita de Rodney Suguita. Criada em 2010 sob a regência de Nailor Azevedo Proveta, ela é formada por 40 jovens da periferia de São Paulo, alunos da Escola do Auditório Ibirapuera.
No quadro Discoteca Básica, o cantor, ator e poeta Jairo Pereira, da banda Aláfia, mostra os cinco LPs prediletos de sua coleção, que vai de DMN a Maria Bethânia.
Já Roberta Estrela D’Alva conversa com o grupo musical Clarianas, formado pelas cantoras e atrizes Martinha Soares, Naloana Lima e Naruna Costa, pelo rabequeiro Giovani Di Ganzá e pela percussionista Fefê Camilo. Juntos, eles resgatam a voz da mulher ancestral na música popular do Brasil de matriz africanordestina-indígena-periférica.
Sobre a nova temporada do Manos e Minas
O Manos e Minas chega com cara nova à sua temporada 2016. Após cinco anos, o programa volta a ser apresentado por uma mulher: a atriz-MC, poeta, pesquisadora, diretora teatral e musical, e ativista Roberta Estrela D’Alva. Max B.O., Thaíde, Rappin’ Hood e Anelis Assumpção estiveram à frente das temporadas anteriores.
A mudança na apresentação acompanha diversas reformulações em sua estrutura. Antes totalmente dedicada à cultura hip hop, a atração agora abre espaço também para outras vertentes da arte de rua, como a poesia e o teatro.
Outra grande novidade desta temporada é a volta da plateia, composta, em sua maioria, por jovens de São Paulo. A cada semana, ingressos para a gravação são distribuídos de forma gratuita em dois pontos da cidade.
Gravado no Teatro Franco Zampari, o programa ganhou um novo cenário. Desta forma, quem desembarca na atração se sente em uma estação de metrô, uma das melhores sínteses da vida urbana. O grafite entra em cena com painel feito pelo grafiteiro Sola especialmente para o Manos e Minas. Logo, abertura e vinheta também foram repensados para a nova fase. Além disso, outros estilos musicais também começam a ser abraçados pelo programa, se juntando ao rap, sua principal marca.
A temporada 2016 traz mais um diferencial: a proposta de batalhas que reúnem campeões e vices das principais competições de dança, MCs, rappers e poetas em uma "grande final" em seu palco.
Para mostrar o que está acontecendo nas ruas, a atração reformulou a linguagem de seus quadros já existentes, como o Erick Apresenta e o Discoteca Básica. Mas o principal destaque é inédito: agora, o Manos e Minas conta com o reforço de diversas afiliadas da TV Cultura espalhadas pelo Brasil. Elas produzirão matérias trazendo o que há de novo nas culturas urbanas locais. Ou seja, com as parcerias, o programa ultrapassa as fronteirasda capital paulista e dá visibilidade aos vários sotaques da arte de rua.
Atuante em pautas antirracismo e feministas, Roberta não fica presa ao estúdio, indo aos principais centros paulistas de cultura hip hop em busca de matérias, sempre dando visibilidade ao trabalho de mulheres neste meio.
As reportagens de Rodney Suguita continuam presentes nesta nova fase, assim como a participação fixa da banda Projetonave, que garante interpretações únicas das músicas dos artistas convidados.